OUVINDO VOZES

Muito interessante o artigo “OUVINDO VOZES”, da jornalista Roberta Medeiros (sessão Utilidade Publica, revista PSIQUE no. 94 - outubro 2013), revelando que uma a cada vinte e cinco pessoas ouvem vozes ou veem “coisas” com frequência, sem que essa experiência possa ser atribuída a causas externas objetivas. Essa pesquisa foi realizada pela Universidade de Manchester, na Inglaterra.

O estudo sugere que essa percepção é mais comum que se imagina e não indica, necessariamente, instabilidade mental. A questão é a interpretação dada a essas impressões, principalmente quando são agressivas, criticas ou perseguidoras. Nesse caso, pode ser percebida como uma consciência hostil e invasiva, noutras, essas vozes são amistosas e oferecem orientações. No Código Internacional de Doenças, o CID-10, esse transtorno está classificado como F44.3.

Embora essas percepções possam ser desencadeadas por algum evento traumático, observo que muitas vezes essas sensações estão presentes desde a infância, fazendo parte da natureza da pessoa, que, por ser mais sensível que a média da população, pode estar em contato com uma realidade mais sutil. Dependendo do meio cultural, esse processo é visto como profético, mediúnico ou paranormal.

A Terapia Transgeracional dirige o tratamento para um não julgamento, considerando essas vozes como se fossem personagens reais. Paralelamente, o cliente é incentivado a compreender o processo e a aprender a lidar com ele.

 

 

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